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Abacate brasileiro ganha a Europa — mas o protecionismo segue no caminho do agro
Abacate brasileiro avança na Europa, mas protecionismo continua a limitar o agronegócio do país
Key points
- As vendas agrícolas do Brasil para a União Europeia cresceram 14,8% em valor de maio a setembro, na comparação com 2025.
- Segundo o Agrostat, as exportações de abacate para a UE cresceram 421,2% em valor no período.
- Quiroga afirma que o Brasil precisa subir na cadeia de valor e não apenas vender commodities.
Why it matters. O acordo Mercosul-União Europeia pode ampliar o acesso brasileiro ao mercado europeu, mas seu efeito depende da capacidade de empresas e governos de superar entraves comerciais e burocráticos.
Entre maio e setembro, as vendas agrícolas do Brasil para a União Europeia cresceram 14,8% em valor, para US$ 12,21 bilhões, segundo o Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária. As exportações de abacate subiram 421,2%, de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões, no mesmo período. Sérgio Quiroga, presidente da Eurocâmaras, admite que parte das exigências europeias é protecionista, mas vê no acordo Mercosul-União Europeia uma oportunidade de ampliar o acesso ao mercado.
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Abacate brasileiro ganha a Europa — mas o protecionismo segue no caminho do agro
O agronegócio brasileiro está ampliando as exportações para a União Europeia, mas ainda enfrenta regras que buscam proteger setores produtivos locais da concorrência estrangeira. A avaliação é de Sérgio Quiroga, presidente da Eurocâmaras e da Câmara de Comércio Brasil-Suécia. De maio a setembro, as vendas agrícolas do Brasil para o bloco cresceram 14,8% em valor, na comparação com o mesmo período de 2025, e chegaram a US$ 12,21 bilhões, segundo o sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O resultado foi impulsionado por diferentes segmentos, como o complexo soja, as carnes, os produtos apícolas e as frutas. Quiroga reconhece que parte das exigências europeias tem caráter protecionista, mesmo com o acordo Mercosul-União Europeia , que passou a valer em maio de 2026. “É realmente sim, protecionismo. É para proteger certas indústrias de lá”, afirmou em entrevista à EXAME durante o European Day, evento organizado pelo ICnext Group nesta quinta-feira, 5. O tema foi um dos principais entraves para que o acordo saísse do papel. Produtores europeus protestaram contra o tratado, alegando que o Brasil não cumpria a rigidez da legislação do bloco para produzir. O embate voltou à tona em setembro, quando a UE suspendeu a entrada de carne bovina e de outros produtos de origem animal do país, como frango, suínos, mel, pescados e ovos. O bloco considerou insuficientes .