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Reestruturação da Raízen pode diluir acionistas em até 94%, aponta estimativa
Reestruturação da Raízen pode diluir em até 94% acionistas que não acompanharem aumento de capital
Key points
- Ações existentes representariam 6,1% do capital se forem emitidas aproximadamente 159,19 bilhões de novas ações.
- O plano prevê a conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária.
- A B3 determinou um fator adicional no cálculo do preço teórico dos direitos de subscrição.
Why it matters. Acionistas que não acompanharem o aumento de capital podem ver sua participação cair de forma expressiva, conforme a estimativa, que depende da emissão efetiva das ações.
O Radar Econômico calcula que a reestruturação da Raízen pode diluir em até 93,9% os acionistas que não acompanharem o aumento de capital, cifra que o título arredonda para 94%. Se forem emitidas as aproximadamente 159,19 bilhões de novas ações, as ações atuais ficarão com 6,1% do capital; na emissão mínima, de 14 bilhões de ações, a fatia cairia para 42,5%. A Shell se comprometeu a aportar pelo menos 3,5 bilhões de reais.
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Reestruturação da Raízen pode diluir acionistas em até 94%, aponta estimativa
A reestruturação financeira da Raízen pode provocar uma das maiores mudanças na composição acionária da companhia desde sua abertura de capital. Cálculos do Radar Econômico, feitos com base em documentos apresentados pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), estimam uma diluição de até 94% para os acionistas atuais que não participarem da operação. A operação poderá criar mais de 159 bilhões de novas ações. Os números são uma estimativa e dependem dos termos finais do aumento de capital. A reportagem não detalha prazos adicionais para a conclusão da operação.
Acionistas da Raízen aprovam plano de reestruturação extrajudicial
Os acionistas da Raízen votaram nesta sexta-feira a favor da implementação do plano de reestruturação extrajudicial da produtora de açúcar e etanol. O plano de reestruturação totaliza cerca de R$65 bilhões em dívidas. O pacote inclui um aumento de capital que, segundo a reportagem, varia entre R$3,5 bilhões e R$39,8 bilhões. A decisão é um passo na tentativa da companhia de reequilibrar sua estrutura financeira. Os próximos passos dependem da execução do plano e das etapas societárias e judiciais previstas.