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Assustado com o dólar? Gestores explicam o que fazer com o investimento lá fora
Gestores recomendam tratar a parcela em dólar como estratégia de longo prazo, e não como reação à alta do câmbio após a eleição.
Key points
- O dólar subiu de menos de R$ 5 para R$ 5,40 no primeiro pregão após a reeleição de Lula, em uma das maiores altas desde o Plano Real.
- A Nomad trabalha com intervalo de 20% a 40% do portfólio total no exterior para o investidor moderado.
- Estudo da FGVcef publicado em setembro aponta que apenas 6,3% do patrimônio declarado ao Imposto de Renda está fora do país.
Why it matters. Investidores brasileiros que têm quase todo o patrimônio no país seguem expostos ao risco cambial, e gestores defendem diversificação gradual em vez de decisões tomadas no pânico.
Após a reeleição do presidente Lula, o dólar disparou no primeiro pregão, subindo de menos de R$ 5 para R$ 5,40, e fechou a sexta-feira (30) a R$ 5,44, a maior cotação de 2026. Bruno Shahini, da Nomad, sugere tirar o foco do câmbio, pois o S&P 500 rendeu cerca de 79% em dólares nos últimos cinco anos, ou 12,3% ao ano. Ian Cao, da Gama Investimentos, afirma que quem compra dólar no susto faz um trade, não um investimento.
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Assustado com o dólar? Gestores explicam o que fazer com o investimento lá fora
Publicidade A disparada do dólar na semana seguinte à eleição recolocou diante do investidor uma conta que costuma ficar esquecida em tempos de calmaria, a de quanto do patrimônio deveria estar na moeda americana. Gestores e casas de investimento internacional ouvidos pelo InfoMoney dizem que essa fatia deve sair de um plano de longo prazo, e não do humor do pregão, mas divergem na dose. O gatilho foi o primeiro pregão após a reeleição do presidente Lula na segunda-feira passada (26). O dólar, que havia fechado abaixo de R$ 5 na sexta-feira anterior, subiu a R$ 5,40, na quinta maior alta desde o Plano Real . A pressão continuou e, na sexta-feira (30), a moeda americana fechou a R$ 5,44, a maior cotação de 2026 . Leia também Para quem hesita diante da cotação, Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, sugere tirar o foco do câmbio. Na conta dele, o S&P 500 rendeu cerca de 79% em dólares nos últimos cinco anos, ou 12,3% ao ano. “Não vai ser um dólar 1% mais barato ou mais caro que fará diferença”, diz. Luis Ferreira, CIO para as Américas do EFG Bank, concorda e avalia que uma cotação acima da de antes da eleição não basta para concluir que o dólar esteja caro. O risco, para Ian Cao, CIO da Gama Investimentos, está do outro lado. Quem corre para o câmbio movido pelo susto está fazendo um trade, e não um investimento, afirma. Ele lembra que a moeda chegou a R$ 5,60 dur.