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Boulos cita R$ 600 bi em desonerações e defende cortar privilégios no ajuste fiscal

Boulos diz que desonerações somam R$ 600 bilhões e defende cortar privilégios no ajuste fiscal do governo Lula.

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Key points

  • O TCU estima que os gastos tributários de 2026 superem R$ 600 bilhões.
  • O Orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, dos quais R$ 37,8 bilhões são impositivas.
  • A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo o Banco Central.

Why it matters. A Fitch alertou para o aumento das incertezas fiscais após a reeleição de Lula, e o UBS disse que investidores devem buscar medidas concretas e quantificadas.

Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31), o ministro Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que o país tem quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais e defendeu que os cortes atinjam privilégios. Ele citou ainda R$ 61 bilhões em emendas parlamentares e classificou a pressão por ajuste como “chantagem do mercado”. Dados do Banco Central mostram dívida bruta em 82,9% do PIB em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões.

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Boulos cita R$ 600 bi em desonerações e defende cortar privilégios no ajuste fiscal

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que há uma “chantagem do mercado” na pressão por ajuste fiscal no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, eventuais cortes de gastos devem atingir privilégios, e não políticas sociais. Boulos citou cerca de R$ 600 bilhões em desonerações como alvo de revisão. Ele também defendeu rever supersalários e emendas parlamentares. A dívida bruta do país está em 82,9% do PIB, segundo a reportagem.

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