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Photo: Illustrative image — Photo: Norbert Nagel, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

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Cartão, cheque especial e empréstimo: por que a taxa cobrada do brasileiro não acompanha a Selic

Juros de cartão e cheque especial lideram ranking e não acompanham a Selic, segundo colunista do Estadão

Updated 2 min read

Key points

  • O Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano.
  • Cartão de crédito e cheque especial lideram o ranking das modalidades com juros mais altos no Brasil.
  • Segundo Pedro Fernando Nery, reduzir a Selic não necessariamente reduz os juros cobrados em empréstimos.

Why it matters. Para o consumidor, a diferença entre a Selic e os juros de crédito indica que a queda da taxa básica pode não aliviar automaticamente dívidas como cartão e cheque especial.

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75% ao ano, e o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery listou as modalidades de crédito mais caras, com cartão de crédito e cheque especial no topo. Nery diz que reduzir a Selic não reduz necessariamente os juros dos empréstimos, e que medidas contra o spread bancário talvez fossem mais contundentes. Já os títulos públicos nem sempre seguem a Selic na mesma proporção, pois dependem da percepção de risco dos investidores.

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Cartão, cheque especial e empréstimo: por que a taxa cobrada do brasileiro não acompanha a Selic

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, o colunista do Estadão Pedro Fernando Nery fez um ranking de qual modalidade de crédito cobra os juros mais altos no Brasil. O topo da lista é liderado por cartão de crédito e cheque especial . PUBLICIDADE “O tema dos juros está no centro do debate público e pode ser difícil entender por que os números que estão sendo falados são tão diferentes dos juros que você paga nas suas dívidas”, diz Nery. Mas reduzir a Selic não necessariamente reduz os juros cobrados de empréstimos no mercado. Por isso, diz Nery, talvez fosse mais contundente o governo continuar adotando medidas direcionadas à redução do spread bancário, que é a diferença entre o custo do empréstimo para o banco na captação e aquilo que ele cobra do tomador. Leia também A vingança de Vinchenço: por que regiões pobres não alcançam as regiões ricas? Sidônio, Brasil precisa de 3 salários mínimos: comunicação pode destravar impasse da desvinculação Além disso, embora a redução dos juros seja vista como uma alternativa para diminuir o custo da dívida pública, essa medida pode não produzir necessariamente o efeito esperado. Isso porque as taxas que incidem sobre os títulos públicos nem sempre acompanham a Selic na mesma proporção. Publicidade Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano Foto: Beto Nociti/BCB Elas também depen.

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