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Dólar em alta após eleições soma-se ao El Niño e ameaça a inflação no Brasil

Dólar sobe após eleições e soma-se ao El Niño como risco adicional para a inflação no Brasil.

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Key points

  • O dólar fechou a sexta-feira (30) em R$ 5,447, a maior cotação do ano, com alta de 9,2% na semana pós-eleições.
  • Fábio Romão, da 4intelligence, elevou a projeção do IPCA de 2026 de 5,18% para 5,31%.
  • Em outubro, o IPCA-15 desacelerou para 0,32%, conforme o IBGE, com queda das passagens aéreas e da energia elétrica.

Why it matters. Se o dólar se mantiver acima do nível anterior às eleições, pode pressionar preços de combustíveis, alimentos e bens duráveis, segundo a reportagem.

O dólar fechou a sexta-feira (30) em R$ 5,447, a maior cotação do ano, após uma alta acumulada de 9,2% na semana seguinte à reeleição de Lula. O economista Fábio Romão, da consultoria 4intelligence, elevou sua projeção do IPCA de 2026 de 5,18% para 5,31% e a de 2027 de 4,23% para 5%, citando sobretudo a mudança na curva de câmbio. Já Sergio Vale, da MB Associados, prevê alta de 5,2% para o IPCA em 2026 e de 4,5% em 2027, e afirma que a inflação começa a preocupar também para 2027.

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Dólar em alta após eleições soma-se ao El Niño e ameaça a inflação no Brasil

O dólar subiu após as eleições presidenciais brasileiras, em um movimento que preocupa o mercado. A alta da moeda americana encarece produtos importados e insumos. Ao mesmo tempo, o fenômeno climático El Niño pode afetar a produção agrícola e a geração de energia. A combinação de câmbio pressionado e clima adverso aumenta o risco de alta inflacionária. Economistas acompanham a reação do Banco Central, que pode ajustar a política monetária caso a pressão persista.

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