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Lula 4: Empresas sob pressão enfrentam dívida elevada e expectativa de queda mais lenta dos juros

Empresas sob pressão enfrentam dívida elevada e juros que devem cair mais devagar, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Updated 2 min read

Key points

  • Mais de R$ 700 bilhões estariam em negociação com bancos e Fidc's, segundo estimativa de Ricardo Knoepfelmacher, da RK Partners.
  • 26% das empresas de capital aberto não conseguem pagar despesas financeiras com a geração de caixa operacional.
  • A Selic saiu de 2% para 15% em 2025, e pedidos de recuperação judicial devem continuar em alta, segundo Cláudio Dasmasceno.

Why it matters. Com dívida elevada e juros altos, os pedidos de recuperação judicial devem continuar em alta, pois os efeitos do custo do crédito demoram de um a três trimestres para aparecer.

O reestruturador Ricardo Knoepfelmacher, sócio da RK Partners, estima que mais de R$ 700 bilhões estejam em negociação com bancos e Fundos de Investimento em Direito Creditório (Fidc's). Segundo ele, o estoque elevado de dívida talvez seja hoje o maior problema. Um estudo da consultoria mostra que 26% das empresas de capital aberto não conseguem pagar as despesas financeiras com a geração de caixa operacional.

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Lula 4: Empresas sob pressão enfrentam dívida elevada e expectativa de queda mais lenta dos juros

Lula precisará dar forte guinada na economia para evitar que disparada do dólar vire uma recessão Risco é de que piora financeira force o Banco Central a subir a taxa básica de juros. Gerando resumo A combinação de juros elevados e incertezas sobre a condução das contas públicas pode deixar as empresas brasileiras ainda mais pressionadas no próximo governo Lula . Se o presidente não avançar em soluções para conter o elevado crescimento da dívida brasileira, o ritmo de queda dos juros pode ser comprometido, seja por uma queda mais lenta ou até pela paralisação do ciclo de corte da Selic . E isso afeta diretamente a saúde financeira das empresas endividadas. PUBLICIDADE Segundo Ricardo Knoepfelmacher (mais conhecido como Ricardo K.), sócio da RK Partners , responsável pelas principais reestruturações no Brasil, a estimativa é que hoje mais de R$ 700 bilhões estejam em negociação com bancos e Fundos de Investimento em Direito Creditório (Fidc’s). Na avaliação dele, o estoque elevado de dívida talvez seja o maior problema atualmente. “Com juros nominais e reais nas alturas há bastante tempo, muitas empresas acumularam um volume de dívida cujo custo financeiro compromete a geração de caixa”, diz o reestruturador. Um estudo realizado pela consultoria dá a dimensão da dificuldade enfrentada pelas companhias nesse ambiente de juro alto: 26% das empresas de capital aberto não têm capaci.

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