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‘Não precisa cortar; parar de aumentar o gasto público seria suficiente’, diz Marcos Lisboa
Marcos Lisboa afirma que não é preciso cortar e que parar de aumentar o gasto público seria suficiente.
Key points
- Lisboa diz que a baixa qualidade das políticas públicas é o principal desafio da economia brasileira.
- Ele propõe uma agência independente de avaliação de políticas públicas, nos moldes da Comissão de Produtividade da Austrália.
- O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano na quarta-feira (4), após interromper cortes iniciados em março.
Why it matters. A discussão sobre juros e gasto público pode influenciar o debate econômico do próximo mandato presidencial, segundo a entrevista.
O economista Marcos Lisboa diz que a baixa qualidade das políticas públicas é o principal desafio da economia brasileira, porque elas fracassam, desarrumam as contas e mesmo assim são renovadas. Ele compara a proposta de André Lara Resende de derrubar a Selic de 13,75% para 7,5% ao ano à defesa da cloroquina por Jair Bolsonaro na pandemia. Na quarta-feira (4), o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, após interromper o ciclo de cortes iniciado em março.
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‘Não precisa cortar; parar de aumentar o gasto público seria suficiente’, diz Marcos Lisboa
Economista classifica como "vigaristas de plantão" quem propõe teses alternativas para reduzir os juros O economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica no primeiro governo Lula, avalia que o principal desafio da economia brasileira não é um problema exclusivo deste governo, mas deveria ser resolvido com urgência no próximo mandato presidencial do petista: a baixa qualidade das políticas públicas, que fracassam e desarrumam as contas públicas, mas mesmo assim são renovadas. Lisboa propõe para o Brasil uma agência independente de avaliação de políticas públicas, nos moldes da Comissão de Produtividade da Austrália.Além disso, ele compara a proposta de derrubar a Taxa Selic, levantada recentemente pelo economista André Lara Resende, à defesa da cloroquina pela ex-presidente Jair Bolsonaro na pandemia. Resende, um dos formuladores do Plano Real, sugeriu derrubar a taxa básica de juros de 13,75% para 7,5% ao ano em doze meses, criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para coordenar metas fiscais e monetárias e usar as reservas internacionais para conter eventuais pressões cambiais. A ideia ganhou força depois de rumores de que teria sido apresentada a Lula como possível agenda do novo mandato — e dividiu os economistas.Na quarta-feira 4, o Copom interrompeu o ciclo de cortes iniciado em março e manteve a Selic em 13,75% ao ano. Ao contr.