
business
Justiça suspende obrigatoriedade de OPA de R$ 14 bilhões no caso Oncoclínicas
Justiça suspende obrigatoriedade de OPA de R$ 14 bilhões na Oncoclínicas após pedido do fundo Josephina III.
Key points
- O juiz Paulo Cezar Neves Junior suspendeu a exigência da CVM para a realização da OPA na rede Oncoclínicas.
- O fundo Josephina III alega que a operação de R$ 14 bilhões superaria em dez vezes o valor de mercado da companhia.
- A Latache Capital questiona a competência da Justiça Federal de São Paulo para julgar o tema.
Why it matters. A decisão evita que o fundo Josephina III realize um desembolso bilionário imediato enquanto se discute a competência da CVM e a validade do processo administrativo.
O fundo Josephina III, da Centaurus, obteve na sexta-feira uma liminar na Justiça de São Paulo para suspender a OPA na Oncoclínicas. O juiz Paulo Cezar Neves Junior citou controvérsias jurídicas e possíveis falhas no processo da CVM, impedindo punições ao fundo antes do prazo final em 24 de outubro. O Josephina III estima que a operação movimentaria R$ 14 bilhões, valor dez vezes superior ao valor de mercado da rede, de R$ 1,37 bilhão.
Latest updates
Justiça suspende obrigatoriedade de OPA de R$ 14 bilhões no caso Oncoclínicas
A decisão judicial barra temporariamente a obrigatoriedade de a gestora americana realizar a operação, que poderia custar R$ 14 bilhões. A CVM havia determinado a OPA para proteger acionistas minoritários da Oncoclínicas. O fundo Centaurus contesta a validade da exigência perante o tribunal. O processo segue em análise para definir se a liminar será mantida ou revogada.