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Photo: Illustrative image — Photo: AgnosticPreachersKid, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

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Opinião - Marcos de Vasconcellos: Bancos viraram fazendeiros. Agora serão imobiliárias?

Opinião - Marcos de Vasconcellos: Bancos viraram fazendeiros. Agora serão imobiliárias?

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Key points

  • O Bradesco elevou uma taxa de financiamento de 11,69% para 13,60% ao ano, segundo a Folha.
  • O Santander subiu sua taxa mínima para 12,49%, e o Itaú foi de 11,99% para 12,95% ao ano.
  • O TCU estima que o governo deixará de arrecadar R$ 612,8 bilhões com gastos tributários em 2026.

Why it matters. Segundo o texto, a alta das taxas e da inadimplência pode levar os bancos a retomar mais imóveis, o que o autor vê como uma doença para a economia.

Na coluna de opinião, Marcos de Vasconcellos afirma que Bradesco, Itaú e Santander encareceram o financiamento da casa própria, mesmo após os recentes cortes da Selic. Segundo reportagem da Folha citada no texto, o Bradesco elevou uma taxa de 11,69% para 13,60% ao ano, e o Itaú foi de 11,99% para 12,95% ao ano. Em setembro, 81,7% das famílias estavam endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio. Para o autor, a retomada de imóveis pelos bancos pode crescer, como ocorreu com as fazendas.

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Opinião - Marcos de Vasconcellos: Bancos viraram fazendeiros. Agora serão imobiliárias?

Os bancos brasileiros passaram os últimos meses aprendendo a ser fazendeiros. Com a inadimplência no agronegócio , a retomada de terras oferecidas em garantia ganhou espaço em seus patrimônios. Agora, perigam tornar-se verdadeiros "bancos imobiliários". Bradesco , Itaú e Santander encareceram o financiamento da casa própria , mesmo com os recentes cortes da Selic . Eles se amparam nos juros futuros, que indicam quanto o mercado espera pagar pelo dinheiro nos próximos anos. Afinal, o banco empresta por décadas, não até a próxima reunião do Copom . O mercado já cobra mais caro pelo futuro , diante da trajetória de gastos do governo Lula , agora reeleito , e do custo das bondades anunciadas na campanha. Segundo reportagem da Folha , o Bradesco elevou uma de suas taxas de financiamento de 11,69% para 13,60% ao ano, um salto de quase dois pontos percentuais. No Santander, a taxa mínima subiu para 12,49%, enquanto o Itaú aumentou seus juros de 11,99% para 12,95% ao ano. Essas taxas ainda podem vir acompanhadas da TR (Taxa Referencial), que corrige o saldo devedor, além de seguros e despesas. O aumento encontra famílias já sem espaço no orçamento. Em setembro, 81,7% estavam endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio; quase 3 em cada 10 tinham contas em atraso. Quem já contratou financiamento prefixado não verá a taxa mudar de uma hora para outra. Mas famílias atoladas qu.

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