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Photo: Illustrative image — Photo: Norbert Nagel, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

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'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país

Brasileiros que vivem no Paraguai têm economias bloqueadas com a crise do Ueno Bank

Updated 2 min read

Key points

  • O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank após seu índice de solvência cair para menos da metade do mínimo exigido.
  • O Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai cobre depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa.
  • Segundo o Ministério das Relações Exteriores, havia 270 mil brasileiros vivendo no Paraguai em 2025.

Why it matters. Brasileiros com economias no Ueno Bank podem ter recursos bloqueados até que o Banco Central avalie se conseguirá cobrir valores acima do limite do fundo garantidor.

A brasileira Renata de Brito perdeu o acesso à conta no Ueno Bank, no Paraguai, na terça-feira (3/11), após o Banco Central intervir na instituição. O banco tinha 3 milhões de clientes, 60% da população adulta do país, e o fundo garantidor cobre depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa (cerca de R$ 211 mil). O economista Alexandre Barros da Costa estima que a crise pode afetar dezenas de milhares de brasileiros que moram no país.

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'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país

Com a facilidade para abertura de contas, Ueno Bank atraiu brasileiros que se mudaram para a Paraguai para estudar ou abrir negócios. 'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país Crédito, Acervo pessoal Legenda da foto, Renata tem uma lanchonete no Paraguai Author, Vitor Tavares Role, Da BBC News Brasil em São Paulo Published 5 novembro 2026 Atualizado Há 8 horas Tempo de leitura: 6 min A brasileira Renata de Brito, de 44 anos, tomou um susto quando abriu o aplicativo do Ueno Bank, no Paraguai , e não conseguiu mais acessar sua conta, na terça-feira (3/11). Era no banco que ela guardava todas as suas economias e recebia os pagamentos feitos pelos seus clientes na lanchonete que mantém na cidade de Hernandarias, perto da fronteira com o Brasil. Acompanhe em TEMPO REAL a crise no Paraguai "Me falaram que estava bloqueado quando tentaram fazer um pagamento para mim. Quando fui ver, não acessava mais nada. Estou muito preocupada pelo meu negócio", diz Renata, que usava a maquininha de pagamentos do banco. A instituição sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai na terça após ser constatado que seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido. O banco era um dos principais do Paraguai: segundo dados da própria instituição, tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adul.

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