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Riqueza frustrada no ciclo do manganês traz fantasma da ‘maldição do petróleo’ ao Amapá
Amapá, que viu a riqueza do manganês frustrar-se, teme repetir a 'maldição do petróleo' com a Margem Equatorial
Key points
- A Icomi explorou manganês no Amapá do fim dos anos 1940 até 1997.
- Entre 1994 e 2024, seis estados concentraram 98% dos royalties e participações especiais.
- O Rio ficou com 78% do montante, cerca de R$ 350 bilhões em valores de dezembro de 2024.
Why it matters. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a descoberta de petróleo não define sozinha o crescimento de uma região, mesmo com o aumento de receitas.
O Amapá, que viu o manganês dos anos 1940 virar decepção, agora espera pelo petróleo da Margem Equatorial, em reportagem do Estadão. Para o pesquisador Francisco Gonçalves, do IEE da USP, entre 1994 e 2024 seis estados concentraram 98% dos royalties e participações especiais, e o Rio ficou com 78%. O professor Ildo Luís Sauer afirma que o modelo do pré-sal frustrou o potencial transformador dessa riqueza.
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Riqueza frustrada no ciclo do manganês traz fantasma da ‘maldição do petróleo’ ao Amapá
Gerando resumo ENVIADO ESPECIAL AO AMAPÁ – A oportunidade de o Amapá experimentar um grande crescimento econômico a partir do petróleo da Margem Equatorial é assombrada por uma decepção histórica. Em meados dos anos 1940, a descoberta de grandes jazidas de manganês surgiu como chance de redenção. O que seria a solução para atrasos de desenvolvimento e conflitos com a França chegou ao fim de forma prematura e, até hoje, o Estado amarga alguns dos piores indicadores sociais e econômicos do País. A literatura acadêmica, segundo especialistas, indica que a descoberta de petróleo não é definidora do crescimento de uma região, apesar do incremento de receitas. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, há exemplos de municípios que viram o óleo jorrar, não se tornaram modelos de avanços sociais e econômicos e acumularam casos de desvios de verbas. Publicidade Estrutura abandonada no porto da antiga Icomi, em Santana, na região metropolitana de Macapá (AP); mineradora explorou manganês no Amapá do fim dos anos 1940 até 1997 Foto: Wilton Junior/Estadão O paradoxo da “maldição do petróleo” é o tema do último capítulo da série “ Amazônia, a nova fronteira do petróleo ”, publicada pelo Estadão . Confira as outras reportagens da série Voos da Petrobras e invasões mudam rotina, mas euro e ouro valem mais que petróleo em Oiapoque BR-156: proposta por Rondon há 99 anos, ‘rodovia do petróleo’ tem .