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‘Se o governo Lula errar no começo, será muito complicado consertar’, afirma Mendonça de Barros
Mendonça de Barros afirma que o começo do novo governo Lula será decisivo e que erros iniciais serão difíceis de corrigir.
Key points
- Os mercados estavam posicionados em linha com as pesquisas, que apontavam vitória de Flávio Bolsonaro por dois pontos.
- Analistas consideram que os juros não devem cair na próxima reunião do Copom, como era amplamente esperado.
- O número mais ouvido para as promessas de campanha é algo como R$ 100 bilhões a mais em despesas.
Why it matters. Se não houver sinal de melhora fiscal significativa e firme, os juros não vão baixar, segundo o economista, o que mantém a dívida pública em trajetória de alta..
O economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica, diz ao Estadão que a largada do novo governo Lula será decisiva para o quarto mandato na economia. Ele defende um plano que reverta o mau humor do mercado e aponte uma trajetória sustentável da dívida pública. Após a derrota de Flávio Bolsonaro por mais de 4 milhões de votos, houve ajuste de posições em 26 de outubro, com prejuízos em praticamente todos os tipos de fundos.
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‘Se o governo Lula errar no começo, será muito complicado consertar’, afirma Mendonça de Barros
Gerando resumo Foto: Daniel Teixeira/Estadão José Roberto Mendonça de Barros Ex-secretário de Política Econômica e sócio-fundador da MB Associados Um dos economistas mais experientes do País, José Roberto Mendonça de Barros avalia que a largada do novo governo Lula será decisiva para determinar o sucesso do quarto mandato do petista na condução da economia. Para ele, a principal mensagem deve ser a apresentação de um plano capaz de reverter o mau humor do mercado financeiro , ao apontar para uma trajetória sustentável da dívida pública nos próximos anos. “O que está em jogo agora é esse começo. Se errar aqui, será muito complicado conseguir consertar, porque a mensagem terá sido ruim”, diz ao Estadão Mendonça de Barros, sócio-fundador da consultoria MB Associados e ex-secretário de Política Econômica. O economista afirma que o próximo governo Lula não pode ficar restrito “apenas à turma da casa”. Ele diz que o presidente precisa entender o recado das urnas, depois de uma vitória improvável e inédita no segundo turno , e escolher “um líder da equipe econômica com competência, procuração e espaço para poder fazer esse programa”. Publicidade “O presidente da República - e ele é que tem de fazer isso - tem de mostrar que, de fato, leu o resultado inesperado das eleições e de que a redução da taxa de juros, que só pode acontecer por meio da redução da pressão fiscal, é um recado fun.