
business
Sem clareza fiscal, quarto trimestre deve ser ruim para captação de empresas
Falta de clareza fiscal deve tornar o quarto trimestre ruim para a captação de empresas no mercado de capitais.
Key points
- Os fundos de ações perderam R$ 11 bilhões até setembro, e os multimercados tiveram saques de R$ 9,3 bilhões, segundo a Anbima.
- As empresas captaram R$ 556,7 bilhões em ofertas no mercado de capitais até setembro, alta de 5,3% ante o mesmo período do ano passado.
- A taxa futura de cinco anos, referência para emissões de crédito privado, está acima de 15%, o que inviabiliza qualquer operação segundo a
Why it matters. Sem sinais de ajuste fiscal, a captação de empresas deve seguir difícil, já que a taxa de juro deve se manter elevada e volátil nos próximos meses.
Gestores e bancos da Faria Lima projetam que o último trimestre do ano será o pior de 2026 para o mercado de capitais, em renda fixa e ações. Até setembro, os fundos de ações perderam R$ 11 bilhões e os multimercados tiveram saques de R$ 9,3 bilhões, segundo a Anbima. Um banqueiro chamou os juros de insustentáveis para o Brasil, já que a taxa futura de cinco anos, acima de 15%, inviabiliza qualquer operação de crédito privado.
Latest updates
Sem clareza fiscal, quarto trimestre deve ser ruim para captação de empresas
PUBLICIDADE Gestores e investidores se desfizeram de posições que tinham montado na expectativa da eleição de Flávio Bolsonaro Foto: Werther Santana/Estadão 26/10/2026 O quarto trimestre deve ser o pior de 2026 para o mercado de capitais, na renda fixa e ações. O mercado está sem referência clara de preços nos papéis desde o último dia 26, em meio a dúvidas de como será o quarto governo de Luiza Inácio Lula da Silva, o que dificulta a captação de empresas, na visão de bancos e gestoras da Faria Lima. PUBLICIDADE Nesse ambiente, fica difícil vender novos títulos, já que a taxa de juro, principal referência das captações, deve se manter elevada e operar com volatilidade nos próximos meses, salvo se o mercado começar embutir nos preços perspectiva de queda sustentável. Para isso, no entanto, será preciso que o presidente reeleito deixe claro sua intenção de conduzir um ajuste fiscal. Mas não é essa a expectativa do mercado. Por enquanto, os ativos expressam a certeza de que a dívida pública seguirá elevada e os juros dificilmente teriam uma trajetória consistente de queda. “Ninguém vai pagar na frente”, disse um gestor independente de ações. Gestores e investidores se desfazem de posições que tinham montado na expectativa da eleição do senador de Flávio Bolsonaro para a presidência. “É natural que o mercado, depois de toda a volatilidade, espere anúncios por parte de Lula. A refer.