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Sem indústria, não há bioeconomia: o papel do setor na COP17
A indústria brasileira busca protagonismo na COP17 na Armênia para impulsionar a bioeconomia e a exportação de produtos de biodiversidade.
Key points
- O setor de beleza e cuidados pessoais brasileiro exportou US$ 1,061 bilhão em 2025, crescendo 20,1% em relação ao ano anterior.
- A COP17 na Armênia priorizará o financiamento da conservação e a implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.
- A Lei nº 13.123/2015 regulamenta no Brasil o acesso ao patrimônio genético e a repartição de benefícios dos conhecimentos tradicionais.
Why it matters. A integração da indústria na bioeconomia pode ampliar a participação do Brasil em cadeias globais de valor através da exportação de tecnologia e inovação em vez de apenas matérias-primas.
O Brasil participará da COP17 em outubro, na Armênia, para debater o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e o Fundo Cali. A ABIHPEC destaca que o setor de beleza e cuidados pessoais representa 2% do PIB nacional. Em 2025, essa indústria atingiu exportações recordes de US$ 1,061 bilhão, com alta de 20,1% e vendas em 189 países. A Lei nº 13.123/2015 é citada como referência na repartição de benefícios do patrimônio genético.
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Sem indústria, não há bioeconomia: o papel do setor na COP17
Por Fábio Brasiliano* O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do planeta, uma riqueza natural extraordinária que representa também uma vantagem comparativa para o desenvolvimento econômico. Transformar esse patrimônio em inovação, produtos de maior valor agregado, empregos e oportunidades de negócios, entretanto, depende de um agente fundamental: a indústria. Essa reflexão ganha relevância com a realização da 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), em outubro, na na Armênia. O encontro terá como prioridades a implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal , o financiamento da conservação, o uso sustentável dos recursos naturais e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização da biodiversidade. O Brasil chega a esse debate reunindo atributos singulares: megadiversidade, capacidade científica, uma indústria inovadora e experiência regulatória na utilização sustentável de seu patrimônio genético. O setor brasileiro de beleza e cuidados pessoais exemplifica esse potencial. Responsável por aproximadamente 2% do PIB nacional, a indústria investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento, transformando ingredientes e conhecimentos associados à biodiversidade em produtos presentes no cotidiano de milhões de pessoas. Em 2025, o setor alcançou um recorde histórico de US$ 1,061 bilhão em exporta.