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Seat of the European Central Bank and Frankfurt Skyline at dawn 20150422 1
Photo: Illustrative image — Photo: DXR, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

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Stablecoins e o mito do depósito que vira crédito

Stablecoins e o mito do depósito que vira crédito analisa a rejeição do Clarity Act pelo Senado americano e a pressão de lobistas bancários.

Updated 2 min read

Key points

  • O Senado dos Estados Unidos descartou o projeto Clarity Act em setembro após debates sobre juros em stablecoins.
  • Bancos americanos argumentaram que juros em stablecoins prejudicariam a estabilidade financeira e o crédito.
  • O autor defende que empréstimos bancários são limitados pelo capital e não pelo volume de depósitos.

Why it matters. A discussão impacta a competitividade entre bancos e fintechs, podendo limitar a rentabilidade de ativos digitais para os usuários sob a justificativa de estabilidade financeira.

O Senado americano rejeitou o Clarity Act em setembro, encerrando a disputa sobre a regulamentação de stablecoins. Bancos lobistas alegaram que o pagamento de juros por esses ativos reduziria o crédito para famílias e pequenas empresas. John Delaney afirma que depósitos bancários são funding e não capital, contestando a ideia de que a migração de fundos para stablecoins secaria os empréstimos.

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Stablecoins e o mito do depósito que vira crédito

Por John Delaney* Em setembro, o Senado americano enterrou o Clarity Act , o projeto que definiria as regras do mercado cripto e em torno do qual a indústria brigou por mais de um ano. A maior briga, durante quase todo esse tempo, se resumia a uma pergunta: stablecoins podem pagar juros? A indústria cripto achava que sim. Os bancos achavam que de jeito nenhum, e os bancos têm muitos lobistas. O argumento dos bancos tinha duas partes. Primeiro: se as stablecoins pagarem mais juros do que os depósitos bancários, as pessoas vão preferir as stablecoins, e o dinheiro vai sair dos bancos. Segundo: com menos dinheiro, os bancos terão menos para emprestar, o crédito vai secar, e as famílias e as pequenas empresas vão sofrer . Pensem nas famílias! (Os lobistas dos bancos sempre querem que você pense nas famílias.) A primeira parte está obviamente correta. É na segunda que a coisa fica interessante. O problema do refrigerante grátis Imagine que você tem uma barraca de cachorro-quente. Do outro lado da rua, um concorrente vende o mesmo cachorro-quente pelo mesmo preço, mas dá um refrigerante de graça. Você tem um problema. O normal, nessa situação, é melhorar o seu cachorro-quente, baixar o preço ou dar um refrigerante também. Isso se chama concorrência, e em tese é uma coisa boa. Mas existe outra opção: ligar para a Anvisa. Você explica, com voz muito séria, que refrigerante grátis é uma.

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