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O temor de uma guinada à Turquia que tomou conta da Faria Lima
Temor de guinada à Turquia se espalha entre gestores da Faria Lima após proposta de corte da Selic de Lara Resende
Key points
- Lara Resende propõe reduzir a Selic de 13,75% ao ano para cerca de 7,5% em doze meses.
- Gleisi Hoffmann elogiou publicamente as ideias do economista, o que aumentou o receio entre gestores.
- Na Turquia, a taxa básica caiu de 19% para 14% em poucos meses e a inflação chegou a 85% em outubro de 2022.
Why it matters. O receio é que uma redução administrada da Selic, sem melhora correspondente das expectativas fiscais, provoque fuga de capitais, desvalorização do real e nova aceleração inflacionária.
O economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, propôs reduzir a Selic de 13,75% ao ano para cerca de 7,5% em doze meses, o que reacendeu o receio de uma experiência semelhante à turca. Gleisi Hoffmann, ex-ministra das Relações Institucionais e liderança do PT, elogiou publicamente o artigo no domingo, 1º, e a proposta passou a ser comparada à política do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
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O temor de uma guinada à Turquia que tomou conta da Faria Lima
Proposta de André Lara Resende para reduzir juros, endossada por Gleisi Hoffmann, provoca apreensão no mercado O fantasma de uma experiência econômica semelhante à da Turquia começou a rondar a Faria Lima no fim de semana. O motivo foi a repercussão de uma proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, para reduzir drasticamente os juros brasileiros e reformular a relação entre as políticas fiscal e monetária. O receio, que se espalhou entre gestores e ganhou espaço nas redes sociais, aumentou depois que Gleisi Hoffmann, ex-ministra das Relações Institucionais e uma das principais lideranças do PT, elogiou publicamente as ideias do economista. Em meio às incertezas sobre a equipe econômica do quarto mandato de Lula, o temor é que o governo decida experimentar uma redução dos juros por determinação política, independentemente das expectativas de inflação.A proposta, apresentada por Lara Resende em artigo publicado em setembro, parte da tese de que os juros elevados são a principal causa do desequilíbrio fiscal brasileiro, e não os gastos primários do governo. O economista sugere a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por coordenar metas fiscais e monetárias, e defende que a Selic, atualmente em 13,75% ao ano, seja reduzida gradualmente para aproximadamente 7,5% em doze meses. Posteriormente, a taxa passaria a oscilar, em .